Quem fala a verdade proclama a justiça

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Padre Marcos: belas e justas palavras na despedida de Rubens Rípoli

Não tenho muito simpatia pelo Padre Marcos e, pelo que sei, a recíproca é verdadeira.

Entretanto não deixarei de registrar algo que ele fez de positivo, e que me causou admiração, por causa dessa antipatia mútua.

Na "missa" de corpo presente, de nosso amigo em comum, Rubinho Rípoli, o Marcos falou tudo o que eu pensava que deveria ser falado e de uma forma muito sincera e carinhosa. Fez uma linda e justa homenagem de despedida para o Binho (eu o chamava assim).

Poucas horas antes, ainda no velório municipal, logos após a realização do terço, eu havia usado a palavra e citado as mesmas qualidades do Binho,  que o Marcos viria a relacionar na igreja: bom pai, homem de família, crítico, ranzinza, sincero, educado, etc.

No Brasil, não se tem a tradição de, na despedida da pessoa falecida, serem citadas suas qualidades e serem narradas alguns fatos que honorificam sua passagem pela Terra.

Nos Estados Unidos isso é muito comum.

Lá não existe velório como aqui no Brasil. 

Existe uma cerimônia de despedida, com o corpo presente, em que um religioso (padre, pastor, rabino) faz as orações e uma pessoa da família, ou, um amigo do falecido  usa da palavra para falar coisas boas daquele que está partindo.

O Marcos, na cerimônia desta manhã, desempenhou o papel de religioso e de amigo, e suas palavras de fé e de testemunho de uma vida que se encerra, tornou uma cerimônia que costuma ser muito chata e protocolar em algo muito útil e agradável para todos os espíritos/almas que ali se reuniram.

Espero que o que foi feito pelo Pe. Marcos ( e por mim, no velório) se torne uma tradição, independente de religião ou local em que seja feita. Mas, quem morre merece uma homenagem derradeira. Afinal, viver é bom, mas é bem difícil.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Faleceu o meu amigo Rubens Rípoli

Rubinho, ou, apenas Binho. Era assim que era chamado pela maioria das pessoas.

Rubens Rípoli   * 1931  + 2011
Tinha 80 anos.

Foi vitimado por uma embolia pulmonar e veio a falecer às 13h de hoje.

O enterro será amanhã às 10h.

Homem sério, muito correto e bastante crítico.

Foi por muitos anos funcionário público da casa da agricultura, ou, casa da lavoura, onde trabalhou até se aposentar.

Foi vereador da 1ª legislatura e diretor de expediente da Câmara Municipal de Sabino.

Homem de família, muito caseiro, metódico e bastante sistemático.

Deixou a esposa, Dona Irma Siviero Rípoli, e os filhos Danilo César, Marcos e Maraísa.

Deixa também seus irmãos Rômulo, Ruth (Ruthinha) e Ronilde e sobrinhos.

Eu gostava muito de bater papo com o Binho, e ele sempre demonstrou que este gosto era recíproco.

Nosso último papo foi sábado, no CCI. Ele seria, juntamente com a Dona Irma, o Gilmar e a Vera, testemunha no casamento comunitário e eu estava lá para fotografar e entrevistar os presentes para o BdR.

Enquanto não se iniciava a cerimônia tivemos um papo bem rápido.

"Li sua coluna de hoje no jornal A Cidade" - me disse ele, que continuou - "Você não tem medo, não?"

E respondi  da seguinte forma - "Lógico que tenho medo, mas, um dia todos nós iremos morrer"

Nisso ele foi chamado para que a cerimônia se iniciasse e assim encerrou-se o nosso último papo.

Vá em paz, Binho. Sentirei saudade.

Fica aqui registrado o meu pesar, de minha mãe e de meus irmãos.


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